aguas do sul

"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

Sábado, Novembro 07, 2009

Estado de Alma














A luz deste sábado, recordou-me que Mértola continua a ser um dos sítios mais bonitos do Mundo. Poema de cal e sol...
Com alguns colegas do Mestrado ( Marco, Hugo, Ana Azevedo e Ana Penedo) almocei, como é habitual, no Tamuge, e depois, rua acima, ruelas dentro, abraçámos o sol, claridades e sombras pelo caminho.
Há lugares assim, onde sonhamos aventuras e onde encontramos...o júbilo e o vazio, consoante o estado de alma em cada momento.
Hoje, a melancolia visitou-me, quando subi ao terraço da casa amarela e lembrei sílabas e sítios que foram de Primavera e esperança.
O tempo trouxe o vento, a folha que se soltou da árvore e vagueia, o silêncio de veredas que espreitam o rio.
Há uma memória que paira ainda e vai custar a passar. Também o Inverno...
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografias)

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Ofereço-te Lisboa...




Ofereço-te esta cidade mágica, com colinas cativantes, uma luz envolvente, becos, pátios, ruelas, recantos íntimos para mergulhar no olhar de quem se ama, sítios de lua e claridades, de estrelas e alvoradas carinhosas.
Espero um dia voltar a ver-te. Talvez num miradouro ou no verso mais secreto, que só tu e eu sabemos. Ou no corpo, enquanto o mar se espraia em maré cheia. No beijo, na carícia, na sede que saciámos nunca saciando...
Espero-te, porque sei que ninguém vai substituir o meu abraço. E tenho uma cidade bela nas minhas mãos para saboreares.
Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

CAIS DO GÁS






O sítio onde trabalho, desde finais de Novembro de 1995, tem o Tejo como cenário.
Muitas vezes saí com a Vanda, até ao pé das ondas, para partilhar o prazer de um sol de mel ou a alegria de uma boa notícia, pedindo conselhos, rindo a bom rir, ou embalando melancolias, que mergulhavam no nevoeiro de certas manhãs.
Há objectos silenciosos, onde traineiras e batéis diversos ficaram atracados.
Versos e asas deixam, algumas vezes no céu azul, um grito branco.
Espero por outros dias, com novas cumplicidades, amiga.
Sei que me lês, que te emocionas, que o sonho continua a dar-te força.
Muitas vezes mais havemos de sair, após um dia de trabalho, com aquele odor de maresia nas narinas. E a ternura nas pegadas.
Ali, no Cais do Gás,ao Cais do Sodré...
Bem vivos, desforrados das emboscadas da vida. A rir muito!
Adoro-te, Amiga!
Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Lisboa dos Poetas




Esta é a Lisboa de Cesário Verde ("Nas nossas ruas ao anoitecer, há tal soturnidade, há tal melancolia..."), Fernando Pessoa ("Ó sino da minha aldeia, dolente na tarde calma"), Eugénio de Andrade ("Alguém diz com lentidão: "Lisboa, sabes"... Eu sei. É uma rapariga descalça e leve), Alexandre O'Neill ("Se uma gaivota viesse/ trazer-me o céu de Lisboa) e Ary dos Santos ("Vou pela rua desta lua/Que no meu Tejo acendo cedo").
No silêncio da paisagem crepuscular, os Poetas falam de uma cidade onde a luz derramada do pôr do sol é verso de mel sobre o casario e o cais.
São imagens para saborear.

Luís Filipe Maçarico (selecção textual e fotografias)

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Batentes de Alvaiázere






Aquando do Festival do Chícharo, fotografei alguns exemplares de batentes e aldrabas nas portas e na mostra de velharias.
Partilho aqui e agora. É património que convém salvaguardar, pois não abunda.
LFM

Domingo, Novembro 01, 2009

Almoço para Vinte e Dois










Na "Mascote do Sacramento" decorreu o último repasto dos 57 anos, desta vez com 3 crianças e 18 adultos, mais o aniversariante.
Peço desculpa pelos laivos de narcisismo, mas é bom termos amigos e sentirmo-nos estimados.
Daí o ter falado neste assunto várias vezes. E o facto de ter acontecido, quando algumas maleitas me visitaram...
Obrigado a todos os que, ano após ano, festejam comigo esta aventura, que é estar vivo e enfrentar os obstáculos quotidianos, com a ajuda daqueles que ao longo da vida, estão ao nosso lado.
Para o ano, concerteza que vou ter, na festa dos 58, a minha querida Vanda, a quem desejo, desde este meu diário, que continue a recuperar bem.
Luís Filipe Maçarico (texto) Ana Fonseca (fotos)

Sábado, Outubro 31, 2009

Tejo


O rio está perto da minha rua. Descendo uma travessa e chegando a uma avenida, é já ali, como se diz no Alentejo.
Cheguei há pouco de Mértola, de mais um fim de semana de aulas.
Na quinta à noite, o Zé Alberto, a Maria Eugénia, o Zé, a Dina e o Hélder, brindaram-me com a sua amizade, à hora em que nasci. Fomos aos "Duques", comemos bem e encontrámos a Graça, o Vítor e o Pedrinho.
No final, o sr. Mário ofereceu-me uma coisa que um dia destes mostrarei.
Dia 29 celebrei estas quase seis décadas, sonhando, respirando, trabalhando ao pé do Tejo.
Partilho mais uma vez. Para vocês também se deliciarem. Como se fosse uma fatia do meu bolo de anos...
Luís Filipe Maçarico (texto e foto)